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NÃO FOI POR MINHA CAUSA
NÃO FOI POR MINHA CAUSA

Meus irmãos

 

Uma coisa que sempre escuto dos evangélicos que me perturbam com suas pregações é que o Nazareno morreu por minha causa, que deu a vida na cruz para me salvar e coisas semelhantes. Ora, para começar eu não estava lá no meio daquele povo que o condenou, não estava lá gritando Barrabás.

 

Agora reflitam comigo: a execução do Nazareno foi religiosa ou política? Claro que foi política, ele perturbava e desestabilizava o governo romano, não tinha nada a ver com religião, mesmo porque ele não pregava religião nenhuma, o que ele ensinava era uma filosofia de vida.

 

Mas se observarem um detalhe, quem o condenou não foram os romanos, foi o seu próprio povo, os mesmos que o idolatravam e o seguiam. Os seus apóstolos mesmo pularam fora do barco quando a canoa virou. Até o tal do Pedro que era valentão se acovardou e o negou descaradamente. Pilatos, que era esperto, por três vezes tentou livrar a cara dele (claro que foi fingimento pois ele sabia que o povo não ia escolher o Nazareno) mas o povo não quis saber, até pedras jogaram nele. E sabem porque? Porque ele era a imagem da derrota, do fracasso. Foi uma questão de sobrevivência. Ele era inimigo dos romanos, se o seu povo decidisse pela sua libertação os romanos se enfureceriam contra eles e quem os defenderia da fúria dos romanos? Ele estava lá, mais morto do que vivo, o Deus que ele dizia que era filho não deu sinal de vida, deixou tudo correr a vontade contra ele. E então? Quem seria louco naquela situação de ficar contra os romanos?

 

Eu só não consigo entender o que eu tenho a ver com tudo isso, por que insistem em me colocar essa culpa. Da mesma forma que não entendo essa história que ele morreu para tirar o pecado do mundo. Primeiro que não acredito em pecado, pecado não existe, é só uma forma de dominação mesmo, todo homem é dono da sua vida, do seu corpo, da sua alma, da sua vontade, cada um que faça o que achar melhor de si mesmo. Segundo, se ele morreu para tirar o pecado do mundo ele morreu a toa pois o que eles dizem ser pecado está a cada dia mais espalhado pelo mundo, inclusive praticado descaradamente por uma infinidade de cristãos hipócritas.

 

Finalizando, gostaria de deixar claro que não sou inimigo do Nazareno, não tenho nada contra ele, ele tem a história dele e eu tenho a minha, ele tem o pai dele e eu tenho o meu, só estamos em lados opostos.

 

Da mesma forma, meu Pai não é inimigo da humanidade mas sim da hipocrisia religiosa dominante e opressora, é opositor desse Deus cristão omisso e desigual, que nada faz pelo seu próprio povo.

 

Deixo como reflexão final uma frase deixada escrita por um judeu anônimo em uma das paredes de um campo de concentração nazista:

 

“Se Deus existe ele vai ter que me explicar o porque de tanto sofrimento!”

 

Hail Satã!

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